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Banda larga via rede elétrica no Brasil

O serviço de BPL (Broadband over Power Line) sobre a tecnologia PLC (Power Line Comunication), que transforma rede elétrica em rede de comunicação de dados, parece estar cada vez mais próximo de se tornar uma alternativa real de acesso à banda larga no Brasil.

Recentemente, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) realizou consulta pública sobre a regulamentação da tecnologia PLC. O trabalho realizado pela agência tratou das permissões e proibições do uso das redes elétricas de distribuição para fins de telecomunicações, sem impacto para os serviços básicos de energia elétrica.

No ano passado, a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunições) já havia realizado consulta pública acerca do tema, dentro do seu escopo de atuação. Nesse trabalho, a ANATEL determinou, entre outros itens, que:

  • serviços de BPL utilizarão exclusivamente as frequências entre 1705 kHz e 50 MHz;
  • as estações BPL necessitarão de certificação da Anatel, e atender às normas referentes ao sistema elétrico, expedidas pela ANEEL.

Do lado das empresas, a Copel dará início este mês aos testes de BPL com 300 usuários da cidade de Santo Antônio da Platina, ao norte do Paraná. Em São Paulo, a Eletropaulo Telecom (braço de telecomunicações da AES Eletropaulo) já presta o serviço em alguns bairros da capital paulista, em caráter experimental, e conforme noticiado, aguarda apenas a regulamentação para comercialização.

Com capacidade teórica de até 80 Mbps, BPL pode vir a atender a demanda reprimida de acesso banda larga à Internet nas comunidades onde não há infra-estrutura de ADSL ou HFC (“TV à cabo”). Em paralelo, pode dar fôlego a novas iniciativas de inclusão digital.

Para saber mais sobre BPL e PLC, sugiro o site da Teleco, que possui uma página específica sobre o tema, com informações, referências e tutoriais.

Marcelo telecom , ,

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